t e a t r o   p a u l o   e i r ó  
 
 
   
Arquitetura, interiores, urbanização, paisagismo, acústico, luminotécnico, cenotécnico, iluminação cênica

Local: Praça Contígua - Adolfo Pinheiro, 765 – São Paulo - SP
Data do projeto: junho / 2008
Data da conclusão da obra: junho / 2012
Área teatro: 2640 m2
Área praça: 1696 m2

Arquitetos responsáveis: Mariluce Duque / Raul Belém Machado
Colaboradores: Alessandra Madureira / Mariana Felício
Consultoria Acústica: Marco Antônio de Mendonça Vecci
Estrutura de concreto: Marice Sette Martino
Estrutura metálica: César Silva Melo
Ar condicionado: César Figueiredo Chaves
Sonorização, CFTV, SPDA, Elétrico: Carla de Paula Amaral Macedo / João Carlos Pujoni
Prevenção e combate a incêndio e hidráulico: João Carlos Wollentarski Júnior / Thaís Cássia de Oliveira Sousa

 
 
 
 

 
 
 
   
  planta do teatro vista dos fundos  
     
 

 
 

platéia e palco

 
 
 
 
um pouco de história ...
   
     
 

Roberto Tibau, autor do projeto original, nasceu em 1924 em Niterói no estado do Rio de Janeiro; formado em 1949 pela Escola Nacional, na cidade do Rio de janeiro. Estagiou-se com os arquitetos cariocas Reidy e Oscar Niemeyer cujas influências são visíveis na obra em questão. Em entrevista com Euler Sandeville, em parte transcrita, Roberto Tibau confessa que sua fonte de inspiração foi o arquiteto suíço Le Corbusier apontando o projeto do Centrosoyos, embora sua maior semelhança seja com o Palais des Soviétes, ambos em Moscou. A busca de uma linguagem formal que fosse comum à produção arquitetônica nos anos 40 e 50 tinha em Le Corbusier o grande exemplo.

Inaugurado em 23 de março de 1957 o teatro recebe o nome de Paulo Eiró, homenagem ao poeta santamarense nascido em 1836. Volumetricamente o edifício se divide três corpos funcionais: a entrada marcada pelos pórticos e planos de vidro e na contiguamente o volume da platéia, a caixa do palco e o bloco anexo de apoio.
 

croquis - Roberto Tibau

 
       
 


       Esta concepção do palco em caixa e a disposição frontal da platéia é uma característica do teatro italiano, tipologia mais conhecida e difundida mundialmente  e em voga nos anos 50. A inovação se dá na concepção estrutural da arquitetura do teatro e não nas artes cênicas onde prevalecia a encenações dentro da caixa do palco numa relação com o espectador passiva.

No desenho fornecido pelo EDIF, órgão da Prefeitura de São Paulo que está coordenando este projeto, o terreno inicialmente proposto para o edifício é bem mais amplo, propiciando uma leitura de toda a edificação. O terreno em que foi implantado além de ser mais estreito, inibe a visão da parte posterior do teatro por ter um Pronto Socorro implantado o terreno dos fundos.

A praça frontal teve um mural do escultor Júlio Guerra - nascido em Santo Amaro em 1912, SP e formado pela escola de Belas Artes – instalado em 1968 que  praticamente impede a principal visada edifício e a integração pretendida pelo autor com a praça.