c o n c e i t o s  
 
 
   

 

 

teatro italiano

teatro elizabetano

teatro de arena

teatro de rua

teatro múltiplo

caixa cênica

urdimento

varandas

coxias

palco

porão

iluminação cênica

platéia

foyer

 


 

 

 

caixa cênica

 
A caixa cênica é uma construção cúbica que não tem janelas e nem sistema de ar condicionado. É recomendável um pé direito no mínimo 2 vezes e meia a altura da boca de cena, sendo seu limite superior uma grelha metálica com recursos técnicos nela instalados. Não se deve condicionar o ar para o palco, pois, normalmente, os atores aquecem a voz e o corpo antes de entrar em cena, um resfriamento do ar poderia acarretar em uma situação prejudicial à sua saúde e seu consequente desempenho. Além disso, uma circulação de ar dentro da caixa provocaria movimentação das vestimentas, cenários e equipamentos de luz instalados às varas. Deve-se evitar a passagem da tubulação de ar-condicionado dentro da caixa cênica, mesmo sem a função de resfriar o ambiente, pois fatalmente prejudicaria a instalação e manobra da maquinária cênica.



Maquete de caixa cênica desenvolvida por
Raul Belém Machado

 



 
urdimento

 

É a altura superior da caixa cênica, o espaço vazio acima do ângulo de visão do espectador. O seu limite superior é a grelha, onde são fixados recursos técnicos e operacionais, tais como as roldanas ou gornes, que vão permitir o deslocamento das varas de luz e cenário. Tem como função abrigar os cenários que farão as mudanças das cenas, subindo ou descendo. Permite a instalação de equipamentos de luz e de efeitos, montagens das maquinárias e manobras para efeitos especiais como os aparecimentos e vôos das personagens.Quanto maior o número de varas instaladas maior serão os recursos para as montagens.

 

Seção de urdimento - Chevrolet Hall - BH

 

 


   

varandas
 

São construções como passadiços ou janelas construídas nas paredes laterais da caixa cênica, sobre o espaço das coxias. Têm a função cênica de manipulação dos cenários, equipamentos e manobras especiais instaladas nas varas. São no mínimo dois níveis de varanda. A varanda de manobra instalada acima do nível da boca de cena, onde o maquinista faz a manipulação das mudanças dos cenários. A varanda de lastro, no nível abaixo da grelha e numa altura que permita o total percurso das varas e consequente carros de contrapeso, é o espaço destinado ao armazenamento dos lastros ou pesos e que serão utilizados na contrapesagem dos cenários e equipamentos instalados. As varas deverão atingir o nível do piso do palco e os carros de contrapeso atingirão o nível das roldanas de cabeça. Este é o percurso das varas na altura total do urdimento. A parede lateral da caixa que recebe as guias dos carros de contrapeso no sistema metálico, e que recebe a barra de malaguetas é chamada parede de maquinária e define a altura da caixa cênica. Deve ser livre de vãos ou aberturas de qualquer natureza, pois, a sua montagem perpendicular à linha da boca de cena, é prevista de recursos operacionais em toda a sua largura, que é a profundidade da área de cena ou palco.

 



Varandas do Teatro Francisco Nunes - BH / MG
 

   
 
   

   

coxias
 

São os espaços laterais da caixa cênica e tem a função de albergar os cenários que entram e saem de cena, espaço para organização da contraregragem, espaço para preparo e concentração do artista, espaço para impulso e freagem dos movimentos dos bailarinos, espaço de direção interna da cena e concentração de técnicos operadores. Devemos ter coxias generosas, pois, quanto maiores, maior será a liberdade criativa e dinâmica dos espetáculos. A altura das coxias deve corresponder à altura da caixa cênica. Para os palcos dos grandes teatros que recebem montagem de óperas deve-se propor coxias no mínimo da mesma largura da boca de cena, resguardados os espaços das fugas que são definidos pelas vestimentas instaladas.

 



Coxias do Hawaii Theatre - Honolulu, Hawai
 

 
   

   

palco

 

Conceitualmente palco é a área de cena e não tem limites laterais definidos. A boca de cena define a abertura da área de encenação. O palco será definido a partir das linhas de visão do espectador numa relação com a área de cena proposta pela cenografia. É o espaço do espetáculo visto. Recomenda-se uma profundidade no mínimo igual à boca de cena. Esta forma "quadrada" de propor a área de cena permite que a arquitetura cênica não seja um agente limitador na estética da encenação. O palco e as coxias poderão receber equipamentos próprios. Os elevadores de palco e do fosso da orquestra, palcos móveis e giratórios deverão, para o seu projeto e instalação, receber a consultoria de profissionais especializados em cenotécnica para a definição do equipamento a ser utilizado e de suas exigências para a instalação, funcionamento e manutenção.

Palco Ópera de Viena

   
 

   

 

porão

 

É o espaço vazio inferior da caixa cênica. Tem como função à continuação do palco como espaço cênico, permitindo o aparecimento de personagens e equipamentos de efeito. Quando o piso do palco é montado em quarteladas (placas de madeira removíveis) o porão é preenchido por macaquinhos. Num palco com elevadores ou outros recursos o porão é o espaço de percurso e de máquinas.


 


 
iluminação cênica

 

A iluminação cênica exige cuidados quanto ao cabeamento, plugs e equipamentos como dimmers, refletores, mesa de comando e demanda, quase sempre total dos pontos instalados. Os pontos instalados deverão prover ao máximo as possibilidades de uma luz cênica, sem um limite de potencial criativo, e portanto definidos e montados por um profissional especialista.

 

   
 
   

   

 
platéia
 

É considerada uma boa inclinação para a platéia degraus com altura entre 15 à 18cm e patamares de 95 cm de largura.  As cadeiras são colocadas desencontradas em relação à seqüência das filas, ou seja, o eixo das cadeiras de uma fila não coincide com o eixo da fila frontal ou posterior. As circulações internas da platéia devem fugir do eixo central, pois, sendo o melhor ângulo de visão do espectador é ideal que seja ocupado por cadeiras. O ideal são as circulações laterais.

Um importante elemento cenotécnico presente na platéia é a ponte de iluminação.  Seu posicionamento, próximo ao palco, é definido pela angulação máxima e mínima dos refletores em relação ao palco e ao proscênio. A ponte de luz deverá ter dimensões confortáveis (100 x extensão da platéia x 190) para o técnico afinar os refletores .  Uma passarela de serviço, sobre o forro da platéia interligando o palco e a cabine de operação, agiliza o trabalho do cenotécnico.

Quanto a cabine de operação, é ideal que esteja situada no eixo da platéia, conseqüente eixo do palco.  O visor pode ter vidro, mas nunca fixo, isto impossibilitaria o operador de ouvir o espetáculo e, conseqüentemente, equalizar o som.



Platéia do Grande Teatro do CCBB - BH / MG

 
 

 
foyer
 

O foyer com sua iluminação suave, proporciona ao espectador uma preparação para o espetáculo. Pelas ansiedades e expectativas do público, o ambiente deve se apresentar bastante aconchegante aos seus sentidos. Apoios como sanitários e um café seguem a proporção do número de espectadores.

A bilheteria é interessante que esteja dentro do teatro para proporcionar  mais segurança ao público. Uma sala para a administração que esteja próxima à bilheteria e ao foyer é uma boa sugestão.

 

 
 

 


teatro
italiano:
 

Caracterizado pela disposição frontal da platéia ao palco, o palco italiano é o mais utilizado, dentre as tipologias existentes. Além dessa disposição frontal da platéia, outros elementos caracterizam o teatro italiano: palco delimitado pela boca de cena e sua conseqüente cortina e a presença da caixa cênica com urdimento, coxias e varandas.

 

 

 



Grande Teatro do CCBB - BH


   

 
teatro elizabetano ou esporão:

Nesta configuração a relação palco x platéia é diferente da estabelecida no teatro italiano. A platéia envolve o palco em três lados – frente e laterais. Não há, na maioria das vezes, a presença da boca de cena e da caixa cênica, ficando toda a estrutura da área de cena à vista do espectador – varas de cenário, iluminação e outros recursos técnicos e operacionais.

Sheakspeare's Globe Theatre - Londres

   
 

 


 

 

 
teatro de arena:
 
Palco inserido no meio da platéia. Nesta tipologia a platéia é disposta em todos os lados ou em toda a circunferência do palco, podendo sua forma ser circular, triangular, quadrada, trapezoidal, etc. Esta configuração é muito comum ser instalada ao ar livre. É preciso observar ventos dominantes e os anteparos naturais como árvores e montanhas ao implantar as arenas pois, estes são elementos que definirão acústica.
Assim como no teatro elizabetano ou esporão, toda a estrutura do palco fica à vista do espectador, como por exemplo a grelha para iluminação. Poucos edifícios teatrais são construídos nessa relação palco e platéia.



Arena Theatre - Houston

   
 

   

teatro de rua ou passarela
 
Palco instalado longitudinalmente entre duas platéias distintas. Estes palcos são, muitas vezes, instalados nas ruas, praças, parques etc. Com ou sem caixa cênica, o espetáculo estabelece uma diferente estética de encenação, com saídas e entradas de cena sempre pelas laterais do palco.



Teatro Oficina, de José Celso Martinez - São Paulo

   
 
   

 

 
teatro múltiplo
 

Os teatros chamados múltiplos são caracterizados pela possibilidade de montagem do palco em diversas posições, não possuindo uma caixa cênica propriamente dita. Varas de cenário e iluminação, varandas de manobra e carros contrapesados, são colocados visíveis aos olhos do espectador, distribuídos por toda a extensão do espaço possibilitando a liberdade de escolha do local e da configuração do palco e da platéia a ser instalada.

 

Sala de uso múltiplo - CCBB - BH